Terça Setembro 07 , 2010

Sacramentos da Cura

Reconciliação

“Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja, antes de mais para aqueles que, depois do Baptismo, caíram em pecado grave e assim perderam a graça baptismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de se converterem e de reencontrarem a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como “a segunda tábua” (da salvação), depois do naufrágio que é a perda da graça.” (CIC, 1446)

O Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados.

Jesus disse ao paralítico:
"Homem, os teus pecados estão perdoados".
Os escribas e os fariseus começaram a murmurar, dizendo:
"Quem é Este que diz blasfémias
Ninguém pode perdoar os pecados, senão Deus somente".
Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse-lhes:
"(...)O Filho do Homem [isto é, Jesus Cristo] tem na terra o poder de perdoar os pecados".

Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados.

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana [que era o dia da sua Ressurreição]
estando os discípulos em casa com as portas fechadas
(...) Jesus veio colocar-se no meio deles.
(...) Soprou sobre eles, e disse-lhes:
"Recebei o Espírito Santo.
Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados,
e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos".

Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar.

Se dissermos que não temos pecados,
enganamo-nos a nós mesmos
e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados,
Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados
e nos purificar de toda a iniquidade.
(...) Filhinhos meus, escrevo-vos estas coisas para que não pequeis;
mas, se alguém pecou,
temos um advogado junto do Pai,
Jesus Cristo, o Justo.

O Sacramento da Penitência é constituído pelo conjunto de três actos da parte do penitente, e pela absolvição por parte do sacerdote.

Os actos do penitente são:

  • O arrependimento, ou contrição;
  • A confissão ou acusação dos pecados ao sacerdote;
  • O propósito de cumprir a reparação e as obras de reparação.

Só os sacerdotes, que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver, podem perdoar os pecados em nome de Cristo. (Do Catecismo da Igreja Católica, cfr. 1491 a 1495)

Aquele que quer obter a reconciliação com Deus e com a Igreja deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não tiver confessado e de que se lembre, depois de ter examinado cuidadosamente a sua consciência. A confissão das faltas veniais, sem ser, em si, necessária, é todavia vivamente recomendada pela Igreja. (Do Catecismo da Igreja Católica, 1493)

Ritual da Confissão

Depois do Exame de Consciência, reconheço os meus pecados e rezo: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, actos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.

Vou junto do Presbítero, faço o sinal da cruz dizendo:

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ámen.

O Presbítero diz-me: O Senhor esteja no teu coração, para que confesses os teus pecados com espírito arrependido.

"De facto, se perdoarem aos outros as suas ofensas, o Pai celestial também vos perdoará. Mas, se não perdoarem aos outros, o vosso Pai também vos não perdoará". Mt 6, 14-15

Tomo consciência de que o Presbítero está no lugar de Jesus. Começo por lhe dizer há quanto tempo me confessei. Abro-lhe o meu coração dizendo todos os meus pecados. O Presbítero dar-me-á alguns conselhos. Tomo sentido na penitência proposta.

Em seguida manisfesto a minha contrição: Meu Deus, porque sois infinitamente bom eu Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e, com o auxílio de vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Ámen.

O Presbítero perdoa-me em nome de Jesus:

DEUS, PAI DE MISERICÓRDIA, QUE, PELA MORTE E RESSURREIÇÃO DE SEU FILHO, RECONCILIOU O MUNDO CONSIGO E ENVIOU O ESPÍRITO SANTO PARA REMISSÃO DOS PECADOS, TE CONCEDA, PELO MINISTÉRIO DA IGREJA, O PERDÃO E A PAZ.

E EU TE ABSOLVO DOS TEUS PECADOS

EM NOME DO PAI, E DO FILHO, E DO ESPÍRITO SANTO.

Eu respondo: ÁMEN

O Presbítero despede-me dizendo:

Vai em paz, e anuncia no mundo as maravilhas de Deus, que te salvou.

Agradeço a Jesus  e ao Presbítero a alegria do Perdão de Deus.

Vou fazer o que o Presbítero me propôs.

 

Santa Unção

“Pela santa Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, toda a Igreja encomenda os doentes ao Senhor, sofredor e glorificado, para que os alivie e os salve; mais ainda, exorta-os a que, associando-se livremente à paixão e morte de Cristo, concorram para o bem do povo de Deus.” (CIC, 1499)

Rito da Santa Unção

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PREPARAÇÃO DA CELEBRAÇÃO

(O celebrante que tiver de administrar a santa Unção a algum doente, informe-se do seu estado para ordenar, de harmonia com ele, a celebração quanto à escolha das leituras da Sagrada Escritura e das Orações. Disponha todas estas coisas, na medida do possível, com o próprio doente ou com a família dele, explicando o significado do sacramento. Se a reconciliação sacramental do doente tiver de fazer-se na mesma celebração, faça-se no começo do rito. Se não houver então reconciliação sacramental, faça-se oportunamente um acto penitencial. O doente, que não está de cama, pode receber o Santíssimo Sacramento na igreja ou noutro local conveniente, onde se possam reunir pelo menos os familiares e amigos que tomarem parte na celebração. O rito que abaixo se descreve observa-se mesmo quando a Unção é conferida simultaneamente a vários doentes, impondo as mãos sobre cada um e ungindo-os; as outras fórmulas recitam-se uma só vez no plural.)

RITOS INICIAIS

Celebrante: A paz do Senhor esteja convosco.

Todos: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Celebrante: (Conforme a oportunidade, tomando a água benta, asperge o doente e o quarto, dizendo esta fórmula ou outra) Lembre-nos esta água o baptismo que recebemos e recorde-nos Jesus Cristo, que nos remiu com a Sua paixão e ressurreição.

Celebrante: Senhor, nosso Deus, que dissestes por meio do vosso Apóstolo Tiago: "Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o confortará, e, se tiver pecados, ser-lhe-ão perdoados", - em obediência à Vossa palavra, nós Vos pedimos que estejais presente no meio daqueles que estão reunidos em Vosso nome e que guardeis benignamente com a Vossa misericórdia o nosso irmão N. (e os outros enfermos aqui presentes). Vós que sois Deis, com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

Todos: Amen.

ACTO PENITENCIAL

(Se não houver confissão sacramental, faça-se um acto penitencial, começando o Celebrante deste modo:) Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para podermos participar dignamente nesta celebração. Confessemos os nossos pecados:

Todos: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, actos e omissões por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus nosso Senhor.

Celebrante: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos: Amen.

LEITURA DA SAGRADA ESCRITURA

Ouvi, irmãos, palavras do Santo Evangelho segundo S. Mateus (Mt 8, 5-10,13):

Jesus entrou em Cafarnaum, e aproximou-se d'Ele um centurião, que Lhe fez esta súplica: "Senhor, o meu criado está deitado em casa com uma paralisia e sofre horrivelmente". Disse-lhe Jesus: "Eu irei curá-lo". Mas o centurião respondeu-Lhe: "Senhor, eu não mereço que entres debaixo do meu tecto. Diz somente uma palavra, e o meu criado ficará com saúde. É que eu não passo dum subalterno e tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um: "vai", e ele vai, a outro: "vem", e ele vem, e ao meu criado: "faz isto", e ele faz". Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O acompanhavam: "Em verdade vos digo: em ninguém de Israel encontrei tão grande fé." Depois, Jesus disse ao centurião: "Vai, que hás-de ser atendido conforme acreditaste".

LADAÍNHA

Celebrante: Irmãos, com a oração da nossa fé peçamos ao Senhor pelo nosso irmão N. e imploremos humildemente:

Visitai-o, Senhor, com a Vossa misericórdia e confortai-o com a santa Unção.

Todos: Ouvi-nos, Senhor.

Celebrante: Livrai-o de todo o mal.

Todos: Ouvi-nos, Senhor.

Celebrante: Aliviai os sofrimentos de todos os doentes.

Todos: Ouvi-nos, Senhor.

Celebrante: Ajudai os que tratam dos doentes.

Todos: Ouvi-nos, Senhor.

Celebrante: Livrai-o do pecado e de toda a tentação.

Todos: Ouvi-nos, Senhor.

Celebrante: Concedei vida e saúde àquele a quem em Vosso nome, impomos as mãos.

Todos: Ouvi-nos, Senhor.

(Neste momento, o celebrante impõe as mãos sobre a cabeça do doente, sem dizer nada. Se o óleo já tiver sido benzido, diz a oração de acção de graças sobre o mesmo óleo.)

Celebrante: Bendito sejais, Senhor, Pai omnipotente, que por amor de nós e pela nossa salvação enviastes ao mundo o Vosso Filho.

Todos: Bendito sejais, Senhor.

Celebrante: Bendito sejais, Senhor, Filho Unigénito, que, tendo descido à nossa humanidade, quisestes dar remédio às nossas enfermidades.

Todos: Bendito sejais, Senhor.

Celebrante: Bendito sejais, Senhor, Espírito Santo Consolador, que com o Vosso poder continuamente nos dais coragem para suportarmos as enfermidades do nosso corpo.

Todos: Bendito sejais, Senhor.

Celebrante: O Vosso servo, Senhor, que é ungido na fé com este óleo santo, mereça ser consolado nas suas dores e confortado nas suas enfermidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Todos: Amen.

A SANTA UNÇÃO

(O celebrante toma o santo óleo e unge o doente na fronte e nas mãos, dizendo uma só vez:)

POR ESTA SANTA UNÇÃO E PELA SUA PIÍSSIMA MISERICÓRDIA O SENHOR VENHA EM TEU AUXÍLIO COM A GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO

Todos: Amen.

PARA QUE, LIBERTO DOS TEUS PECADOS, ELE TE SALVE E, NA SUA BONDADE, ALIVIE OS TEUS SOFRIMENTOS.

Todos: Amen.

(O celebrante diz a oração:)

Oremos. Cristo, Redentor do Mundo, nós Vos pedimos: curai pela graça do Espírito Santo a fraqueza deste doente, sarai as suas feridas, perdoai os seus pecados, tirai-lhe todas as dores da alma e do corpo e retituí-lhe, por piedade, a plena saúde interior e exterior, para que, restabelecido graças à Vossa misericórdia, retome as anteriores ocupações. Vós que sois Deus, com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

Todos: Amen.

CONCLUSÃO DO RITO

Celebrante: Oremos todos juntos a Deus, como Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou:

Pai nosso, que estais nos céus,

santificado seja o vosso nome;

venha a nós o vosso reino;

seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje;

perdoai-nos as nossas ofensas,

assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;

e não nos deixeis cair em tentação;

mas livrai-nos do mal.

(No caso do doente comungar depois da oração dominical, procede-se como no rito da comunhão dos doentes. O rito termina com a bênçao do celebrante:)

Celebrante: Deus Pai te abençoe.

Todos: Amen.

Celebrante: O Filho de Deus te cure.

Todos: Amen.

Celebrante: O Espírito Santo te ilumine.

Todos: Amen.

Celebrante: Defenda o teu corpo e salve a tua alma.

Todos: Amen.

Celebrante: Ilumine o teu coração e te conduza à vida eterna.

Todos: Amen.

Celebrante: E a vós todos aqui presentes, abençoe Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.


 

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