Património
Património Edificado
Igreja de São Nicolau
A Invocação
São Nicolau, Bispo de Mira, na actual Turquia, nasceu em Pátara, na segunda metade do século III, morreu nos meados do século IV e a sua veneração estendeu-se a toda a Igreja a partir do século X. São Nicolau foi chamado o taumaturgo do seu século e como tal é conhecido em todo o mundo católico. Filho de pais abastados expressa na sua vida a caridade apostólica para com os que mais sofrem. A devoção popular invoca-o como advogado da pobreza e dos negócios difíceis, protector dos atribulados, dos aflitos, dos marinheiros e muito particularmente da juventude feminina e dos estudantes.
Na iconografia, São Nicolau é um tema muito fecundo, sendo representado, entre outras formas, com as insígnias episcopais de rito latino, com um livro (símbolo da sabedoria de que teria dado provas no concílio de Niceia), com três jovens numa tina (por ele ressuscitados) ou com três bolsas de ouro (em memória do dote que deu a três donzelas para as livrar da desonra).
O culto popular a São Nicolau, baseado na sua inesgotável generosidade, sobretudo para com as crianças, traduziu-se também na sua passagem na noite de 5 para 6 de Dezembro, distribuindo os presentes de Natal. O "Pai Natal", reminiscência poética de São Nicolau, ressurge na segunda metade do século XIX transformado num "velhinho" secularizado que irradia simpatia e que distribui os presentes de Natal.
Diante do santo bispo, confiemo-nos à sua poderosa protecção e coloquemo-nos sob a sua intercessão.
Protegei o vosso povo, Deus de misericórdia e, por intercessão do bispo São Nicolau, guardai-nos de todos os perigos para seguirmos, sem entraves, no caminho que conduz à salvação. Amen.
A História e a Arte
A igreja de São Nicolau foi construída no século XII, reedificada em 1280 por iniciativa do bispo de Lisboa D. Mateus e sofreu nova e importante campanha de obras entre 1620 e 1650. Tal como hoje se apresenta, a igreja resulta da reedificação integral posterior ao terramoto de 1755. De dimensões e estrutura idênticas à igreja de São Julião, a igreja de São Nicolau foi projectada, na década de 70 do século XVIII, por Reinaldo Manuel dos Santos, arquitecto das obras públicas, encarregado de orientar e superintender em obras importantes do seu tempo, como por exemplo a estátua de D. José, a basílica dos Mártires, a igreja de São Julião, o antigo passeio público, entre outros. Inserida na nova ordem urbanística da baixa pombalina, a igreja paroquial de São Nicolau integra o topo do quarteirão, solução idêntica à da basílica dos Mártires, com pequenas variantes. A sua primeira pedra foi lançada em 1 de Setembro de 1776 e manteve-se em obras ao longo do século seguinte tendo sido concluída apenas em 1850. Dada a sua localização e a sumptuosidade conferida pela campanha de obras setecentista, a tradição denomina-a como a Paróquia "do coração da cidade". A Paróquia, existindo desde a época da sua fundação, pertenceu ao padroado real e possuía colegiada própria.
Orientada a norte, o seu alçado principal organiza-se num só corpo, animado verticalmente por seis pilastras e possuindo os cunhais arredondados. A fachada, de estilo neoclássico, é integralmente revestida de cantaria e no centro encontra-se o portal, coroado de ática e arquitrave lavrada, enquadrado por duas portas laterais simples. Sobre o portal um janelão, ladeado por duas janelas rectangulares e o conjunto rematado por frontão triangular, com óculo no centro. O frontão é encimado por uma cruz latina e um par de fogaréus em cada extremo. Os dois corpos laterais, correspondem o da esquerda ao Baptistério, encimado por uma modesta torre sineira e o da direita aos serviços da paróquia. Uma cortina gradeada com portas, acompanha a frontaria de lado a lado.
De planta longitudinal a igreja é composta pela justaposição de dois rectângulos: a nave e a capela-mor. A nave única da igreja constitui-se em cinco tramos, sem transepto, e é coberta por abóbada de berço e ornamentada nos quatro primeiros tramos a contar do arco cruzeiro, com composições pictóricas atribuídas a Pedro Alexandrino. A primeira pintura central representa as Virtudes Teologais -Fé, Esperança e Caridade- sendo as restantes alusivas à vida de São Nicolau. Lateralmente, existem oito medalhões, quatro representando os Evangelistas e quatro os Doutores da Igreja. O corpo da igreja é revestido de mármores de várias cores e apresenta as paredes laterais ritmadas por pilastras estriadas com capiteis compósitos. Em cada módulo existe um altar e uma janela guarnecida de balaustrada. De ambos os lados, entre o segundo e o terceiro altar, destaca-se um púlpito de avental relevado. No centro do arco da capela mor, vêem-se as armas reais. A capela-mor é rectangular e coberta por abóbada de berço, cujo centro é ocupado por uma pintura da Glória de São Nicolau, da autoria de António Manuel da Fonseca. Apresenta quatro tribunas inscritas nas paredes laterais. O altar mor, guarnecido de colunas de mármore é coroado de composição escultórica na qual se vêem as insígnias de São Nicolau. O retábulo alberga o trono em talha dourada e a imagem do Santo bispo padroeiro. O coro alto situa-se no primeiro tramo da nave e é apoiado em três arcos de volta abatida e sustentado por duas pilastras simples de quatro faces; o órgão, que se encontra no coro veio em 1835 do Convento de Xabregas.
A Visita
À esquerda de quem entra fica deparamo-nos com imagem do Senhor dos Passos de grande veneração e piedade popular, logo imediatamente o baptistério com paredes forradas de talha formando relicários; o altar em madeira apresenta Nossa Senhora da Conceição numa pintura sobre tela e as imagens de Santo António e de São Francisco; a pia baptismal, é uma bonita peça em pedra. Seguem-se quatro altares laterais: o primeiro de Santo Agostinho, ladeado por Santo Expedito e Santa Filomena; o segundo de São José ladeado pela Rainha Santa e São Sebastião; o terceiro do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora de Fátima com imagem jacente e relíquias de São Bonifácio mártir, sob o altar; em quarto está à antiga capela do Santíssimo Sacramento, fechada por grade dourada, com retábulo representando a Virgem, com imagem de Nossa Senhora da Conceição, ladeada pelas imagens de São Miguel e São Dimas. A antiga sacristia, cujo tecto, representa em pintura uma alegoria do Santíssimo Sacramento, tem numa das suas paredes um frontal de relicários, no centro deste destaca-se o quadro a óleo representando São Vicente de Paulo.
Prosseguindo a nossa visita estamos diante da capela mor. Sobre o altar em que se celebra a Eucaristia está exposto na custódia para nossa adoração o Santíssimo Sacramento. Ajoelhemos e adoremos. O sacrário, com a reserva eucarística, encontra-se sobre o altar mor. Na continuidade deste altar surge-nos em grande esplendor de talha dourada o trono no qual, antes da reforma litúrgica, se expunha solenemente o Santíssimo Sacramento. A base do trono alberga actualmente, para nossa veneração, S. Nicolau, o Santo Patrono. Ladeando o altar-mor encontram-se as imagens de São Julião e Santa Basilissa vindas da antiga igreja de São Julião.
Do lado oposto encontra-se a actual sacristia paroquial em cujo tecto uma pintura representa em alegoria a Igreja esmagando a heresia. Numa das suas paredes, um grande retábulo em talha dourada com vinte e duas imagens com relíquias. A seguir à porta da sacristia temos o altar do Nossa Senhora da Caridade, imagem muito venerada sob cuja invocação se colocou a Irmandade desde o século XVII, ladeada por Santa Bárbara e São Brás com imagem jacente de Santa Vitória. Continuando em direcção à saída, surge o altar do Senhor Crucificado e de Nossa Senhora das Dores, com imagem jacente do Senhor Morto e lateralmente as imagens de Santa Maria Madalena e São João Evangelista. Vem a seguir o altar de Santo António, ladeado pelo Santo Condestável e São João de Deus. O último altar está dedicado a Nossa Senhora do Carmo, ladeada por Santa Teresa do Menino Jesus e por Santa Rita de Cássia. À esquerda de quem sai encontra-se a porta de acesso ao acolhimento, cartório e outros serviços paroquiais.
Igreja de Nossa Senhora da Vitória
A Invocação
No Hospital de Santa Ana, dependente do Hospital de Todos os Santos, na freguesia de São Nicolau, uma das doentes internadas, pessoa de grandes virtudes e devota de Nossa Senhora, mandou construir-Lhe uma "imagem de roca e adornada com ricos vestidos". Passou a venerar-se na capela do hospital de Santa Ana sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória, pelo facto da vitória ser alcançada, na luta contra o pecado, por quem invocasse a sua intercessão.
A devoção a Nossa Senhora da Vitória, rapidamente se desenvolveu. Muita gente acorria ao Hospital de Santa Ana para rezar diante da sua imagem e todos os anos se realizava uma festa em sua honra. Nasceu uma confraria destinada a perpetuar o seu culto e em 1530 instituiu-se a irmandade sob a sua invocação.
Dona Margarida Lourenço, grande benemérita, doa em 1536 terrenos para a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Vitória. Com a venda desses terrenos a irmandade mandou edificar a capela, em propriedades adquiridas para esse fim, junto ao Hospital de Santa Ana que mais tarde se tornaria Hospício de Nossa Senhora da Vitória. Em 6 de Agosto de 1556 a capela foi solenemente benzida e a imagem da padroeira entronizada, tendo o hospício sob sua invocação recebido completa autonomia.
Destruída a capela e o hospício, pelo terramoto de 1755, mandou-se realizar, em 1756, a nova imagem de Nossa Senhora da Vitória, de madeira policromada e estofada, atribuída a Machado de Castro, que deu entrada na sua nova casa ainda em reconstrução no ano de 1769.
Diante da bem-aventurada Virgem Maria, celebrada de forma constante e solene nesta sua casa, sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória, com um coração confiante de filhos, imploramos o seu auxílio e colocamo-nos sob a sua protecção. Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria que nunca se ouviu dizer, que algum daqueles que tem recorrido à vossa protecção, implorando a vossa assistência e reclamando o vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro; de Vós me valho; e gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amen.
A História e a Arte
A primeira capela dedicada a Nossa Senhora da Vitória foi fundada em 1556. Destruída pelo terramoto de 1775, a sua reconstrução iniciou-se em 1765 e terminou apenas em 1824. Nova campanha de beneficiação e restauro se realizou em 1940 e posteriormente, por motivo de incêndio, em 1975.
A igreja é de planta longitudinal composta por justaposição de dois rectângulos a nave e a capela mor. O alçado principal a sul, organiza-se num só corpo delimitado por cunhais de cantaria. Servida por lanço de escadas, apresenta uma única porta ao centro a que se sobrepõe um janelão. A frontaria é rematada por frontão triangular com óculo e sobrepujada de cruz. O interior de nave única é coberta por abóbada de berço ornamentada com apainelado de estuque. Apresenta nas paredes laterais, guarnecidas com lambril de azulejos de feição neo-clássica, dois altares laterais ladeados por portas de cantaria simples. Adossado à face interna da fachada principal observa-se o coro alto, no qual se encontra o orgão que veio, em 1793, do coro dos Carmelitas Descalços do Convento de "Corpus Christi". A capela mor, rectangular e coberta por abóboda de berço, apresenta no muro de topo retábulo de camarim albergando a imagem de Nossa Senhora da Vitória de madeira policromada e estofada, atribuída a Machado de Castro.
A Visita
À esquerda que quem entra encontra-se o altar lateral do Crucificado com a imagem de Nossa Senhora da Piedade, tendo por fundo a tela figurando a Assunção da Virgem. No altar do topo, do mesmo lado, tela figurando São José com a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Diante do altar mor, recolhamo-nos e adoremos Jesus escondido no sacrário ou exposto solenemente sobre o altar da Eucaristia. No retábulo com camarim destaca-se a imagem da padroeira: Nossa Senhora da Vitória, ladeada, em nichos, pelas imagens de São Pedro e Santo António.
Prosseguindo a visita pelo lado direito, surge o altar de topo cuja tela representa a Assunção da Virgem e com a imagem do Sagrado Coração de Jesus. No altar lateral, do mesmo lado, destacam-se uma tela figurando São Carlos Borromeu distribuindo esmolas e as imagens de Santo Elói padroeiro dos ourives e de Santa Luzia.
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
A Invocação
A ermida situava-se no adro da Igreja de São Julião, ao que se calcula, junto ao chafariz dos cavalos e ao pé de uma oliveira donde lhe viria o nome popular, de Nossa Senhora da Oliveira, ou da Oliveirinha. Lisboa começava-se então a expandir para fora das muralhas mouras, buscando nas margens baixas junto ao Tejo as terras necessárias para a sua implantação, ou mesmo conquistando ao rio os espaços necessários. Provindos de Guimarães, os fundadores da ermida cedo assinalariam em Lisboa outras tradições como a cedência de terras para a fundação de um hospital e albergaria, sob a invocação de Nossa Senhora, para acolhimento de peregrinos e enfermos.
Situada no adro da Paroquial de São Julião, a ermida ficou na sua dependência até 1646, ano em que a Irmandade dos Confeiteiros, adquiriu o chão e o edifício, na altura em ruínas, e posteriormente a reedifica. O terramoto de 1755 destruiu-a por completo. Por isso, a imagem da Padroeira, peça formosa de madeira policromada e estofada, trabalho setecentista, foi de novo entronizada na sua igreja, após a sua reconstrução, continuando a ser mais designada por Nossa Senhora da Oliveira do que por Nossa Senhora da Conceição.
Diante da bem-aventurada Virgem Maria, celebrada solenemente nesta sua casa, no dia da festa do seu nascimento, os fiéis, com um coração confiante, imploram o seu auxílio e colocam-se sob a sua protecção. Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria que nunca se ouviu dizer, que algum daqueles que tem recorrido à vossa protecção, implorando a vossa assistência e reclamando o vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro; de Vós me valho; e gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amen.
A História e a Arte
A ermida foi fundada, segundo a mais aceitável das informações, em 1262 no reinado de D. Afonso III nas terras que tinham sido compradas por um rico mercador oriundo de Guimarães - Pedro Esteves e sua mulher, Clara Geraldes. Trazem de Guimarães a devoção a São Gonçalo, patrono dos confeiteiros e a Santo Elói, patrono dos ourives e lavrantes, pelo que as duas imagens das referidas invocações e a de Nossa Senhora da Oliveira se encontrariam sempre veneradas na Ermida da Oliveira, ou Oliveirinha como popularmente se passou a designar.
Situada em pleno coração do comércio e do trabalho, como o indica a rua dita dos Mercadores, a ermida foi sempre motivo de particular devoção e afeição do povo, o que levou, os mesários das diversas confrarias nela sediadas, uma vez que ficou arrasada pelo terramoto de 1755, a cuidar da sua rápida reconstrução e a entronizar no seu altar a histórica imagem da Padroeira. A construção actual está integrada num prédio de rendimento urbano, na Rua de São Julião entre os nºs 140 e 142, e a sua traça deve-se, provavelmente, ao arquitecto Eugénio dos Santos, responsável pelo plano geral de urbanização da Baixa de Lisboa. Acresce ainda que, desactivada a Paróquia de São Julião em Junho de 1933, sob cuja jurisdição canónica se manteve a ermida da Oliveirinha, desde a sua fundação, foram algumas das suas imagens recolhidas na ermida, e outras na igreja de São Nicolau, sob cuja jurisdição se encontra até hoje.
A igreja de Nossa Senhora da Oliveira apresenta-se orientada a sul com um portal de gramática simples, emoldurado de cantaria e encimado por um frontão onde figura um ramo de oliveira metálico. A sua planta é rectangular e de uma só nave. A abóbada de arco representa, em pintura decorativa, a Assunção de Virgem, trabalho do século XVIII de autor desconhecido. As paredes de estuque são marmoreadas, trabalho do final do século XIX, e em baixo decoradas por painéis de azulejos setecentistas. Na capela mor a abóbada de arco, representa, no centro, o Espírito Santo, pintura de autor desconhecido. As paredes são igualmente de estuque marmoreadas e decoradas por painéis de azulejos, o altar mor é de madeira marmoreado.
A Visita
Sobre o altar mor destaca-se o sacrário, no qual se encontra Cristo presente, convite a que nos ajoelhemos em adoração. No trono figura o orago, Nossa Senhora da Oliveira, ladeada por Santo António e Santo Elói que ocupam os dois nichos laterais, imaginária policromada e estofada. Na parede lateral da capela mor, acima da porta da sacristia, encontra-se em peanha a imagem de Santo Onofre. Sublinhem-se os painéis laterais de azulejo recortado, de boa execução, que apresentam a Dormição ou Morte de Nossa Senhora e a Assunção da Virgem Maria.
Na nave destaca-se a imagem de Santa Rita de Cássia, vinda da Igreja de São Julião, de grande veneração e piedade popular, e no lado oposto a imagem do Sagrado Coração de Jesus. O coro com balaustrada assente em pilastras, é de madeira pintada e dourada. O púlpito de gosto idêntico, é trabalhado e dourado. De destacar ainda os painéis azulejares, que representam os passos da vida da Virgem Maria e que se enumeram a partir da entrada: do lado do Evangelho - Nascimento da Virgem, Apresentação da Virgem no Templo e Esponsais da Virgem; do lado da Epístola - Anunciação do Anjo, Natal do Senhor e Fuga para o Egipto.
Na Sacristia, cujas paredes, em baixo, estão revestidas de azulejos decorativos, destaca-se um arcaz simples sob o qual se encontra um quadro a óleo representando Nossa Senhora da Oliveira.
Menu Principal
Contactos e Links
Contactos
Contactos Gerais e por Igreja
Formulários
Fichas
Links
Igreja Universal e em Portugal
Patriarcado de Lisboa
Vigararias I a IV de Lisboa e Baixa-Chiado




