Evangelho segundo S. Lucas (18, 1-17)

Sexta, 26 Fevereiro

Primeiro. Coloque-se diante da presença de Deus, com uma breve oração. Invoque o Espírito Santo e deixe-se guiar durante o tempo deste exercício espiritual. Leia a leitura correspondente ao dia, se possível em voz alta, devagar e atendendo às palavras.

Segundo. Perceba o que Deus lhe quer dizer. Sublinhe ou escreva algumas palavras ou frases da passagem bíblica lida e que tenham ecoado no seu coração. Repita as mesmas palavras ou frases, como se as tivesse a decorar.

Terceiro. Dirija algumas palavras a Deus a partir dos temas ou dos acontecimentos que o momento anterior trouxe ao coração. Fale a Deus da sua vida, das pessoas e dos afazeres, das alegrias e das tristezas segundo o que a palavra de Deus lhe suscita na alma. Ou em silêncio faça companhia a Jesus.

Quarto. Parta do que Deus Lhe disse e do que o seu coração disse a Deus e estabeleça uma meta ou retire um propósito que traduza em acção o que Deus lhe inspirou neste tempo de oração.

Por fim, agradeça a Deus todos os bens da sua vida, renove a disposição para lutar pela Santidade e confie à Mãe do Céu as súplicas que traz na sua alma.

Lc 18, 1-17

1*Depois, disse-lhes uma parábola sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer:
2«Em certa cidade, havia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. 3Naquela cidade vivia também uma viúva que ia ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário.’ 4*Durante muito tempo, o juiz recusou-se a atendê-la; mas, um dia, disse consigo: ‘Embora eu não tema a Deus nem respeite os homens, 5contudo, já que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que me deixe de vez e não volte a importunar-me.’»
6*E o Senhor continuou: «Reparai no que diz este juiz iníquo. 7E Deus não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite, e há-de fazê-los esperar? 8*Eu vos digo que lhes vai fazer justiça prontamente. Mas, quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?»
9*Disse também a seguinte parábola, a respeito de alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais:
10«Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: ‘Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos. 12*Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.’
13*O cobrador de impostos, mantendo-se à distância, nem sequer ousava levantar os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.’ 14*Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»
15Apresentavam-lhe também as criancinhas, para que Ele lhes tocasse. Vendo isso, os discípulos repreenderam-nos. 16Mas Jesus chamou-os a si, dizendo: «Deixai vir a mim os pequeninos; não os impeçais, pois deles é o Reino de Deus. 17*Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.»