“Fazer o que Deus quer” - Pedro Figueiredo

Licenciou-se em Gestão, antes de entrar no seminário. Hoje, o diácono Pedro Figueiredo diz sentir “uma grande felicidade” e “uma grande vontade de fazer o que Deus quer”. “Estamos nas mãos de Deus. Não temos morada permanente em lado nenhum, mas uma grande vontade de servir o povo de Deus, onde quer que ele esteja”, salienta ao Jornal VOZ DA VERDADE. Natural da Charneca, uma aldeia situada entre o Pé da Serra de Sintra e a praia do Guincho, Pedro foi batizado em Sintra, mas com a separação dos pais foi viver para Lisboa, onde faz a Primeira Comunhão e anda na catequese, apesar de não se lembrar “praticamente de nada”. Andou no Lar da Criança, na Lapa, no Liceu Pedro Nunes e foi para os Salesianos de Lisboa, tendo sido “uma boa vítima da pastoral deles”, sentindo-se “marcado” pelo testemunho de São Domingos Sávio. Apesar disso, entre o 7.º e o 12.º ano, largou “a fé” e gostava era de “ser fixe” e “sair à noite com os amigos”. “Deus foi posto completamente de lado”, recorda. Na universidade, após um acidente com o carro do pai, fica sem dinheiro para uma viagem à neve com os amigos e acaba “por ir parar à Missão País”, onde conhece “muitos católicos que davam as razões da sua esperança”. “Fico absolutamente entusiasmado. É aí que sou tocado por Deus”, frisa. Nesta experiência, no Fundão, um amigo convida-o a confessar-se. “Foi uma experiência daquelas de ‘rapa o tacho’, em que pedi ajuda ao padre para fazer um exame de consciência como deve ser, e tive aquele sentimento de toque de Jesus”. Contudo, ainda não se podia falar, “de todo”, de uma inquietação vocacional. Ser padre era algo que “nunca” lhe tinha “passado pela cabeça, sequer”. “Verdadeiramente”, reforça. Este jovem tinha 18 anos e começou a sentir “uma grande alegria”, a “ir à Missa ao Domingo”, a “rezar o Terço”, a “fazer formação com o Opus Dei” e é então encaminhado pelo padre Hugo Santos para o padre Mário Rui – “uma pessoa que me marca muito” –, passando a integrar o grupo de acólitos da paróquia de São Nicolau. “Em oração, percebo que sou chamado a acabar o curso de Gestão, mas eu queria era saber da Teologia”. Pedro entra no Seminário de Caparide em 2014. “Entrei cheio de mim. O seminário ajudou-me a perceber que isto não é sobre ti, isto é Deus a querer pegar em ti para fazer a vida dos outros, para te entregares aos outros”, aponta, destacando o trabalho dos diretores espirituais. Após três anos, vai para o Seminário dos Olivais, onde está há quatro. “O que mais guardo deste tempo é a transformação que Deus fez em mim. Foi transformar o coração e perceber que é Jesus que vai operar através de ti”, acrescenta. Após a ordenação, é tempo de “servir o povo de Deus”. “A grande expectativa é ser o melhor padre que Deus quer que eu seja e entregar a vida à comunidade que me for confiada”, deseja.

Pedro Figueiredo, 29 anos
Paróquia de São Nicolau

Fonte: Patriarcado de Lisboa