Insegurança na Baixa de Lisboa: é preciso agir

Caríssimos, permitam-me que partilhe convosco algumas preocupações que me têm chegado sobre o aumento da criminalidade e o crescente sentimento de insegurança na Baixa de Lisboa. 

Lisboa continua, em termos comparativos, a ser uma cidade segura. Contudo, não podemos ignorar a repetição de furtos em estabelecimentos comerciais, igrejas e viaturas, os roubos na via pública, os assaltos violentos, a venda persistente de droga e de droga falsa e, mais recentemente, o caso particularmente grave de uma turista atingida por uma bala perdida no centro da nossa cidade.

Se o próprio presidente da Câmara de Lisboa afirma estar «alarmado», que dirão os cidadãos que vivem, trabalham ou passeiam diariamente na Baixa? Não bastam anúncios ministeriais vagos de que haverá manutenção e ajustamento do reforço policial. A segurança exige respostas permanentes, visíveis e preventivas.

Não se trata de criar alarmismo, trata-se de reconhecer os sinais, ouvir quem vive, trabalha e visita a Baixa e agir antes que a insegurança e o sentimento de impunidade se instalem.

Como pároco de várias paróquias da Baixa, partilho estas preocupações e peço às autoridades uma resposta coordenada, concreta e urgente. Os cidadãos têm o direito de perguntar face a esta situação: que medidas serão tomadas e quando?

Pe. Mário Rui Leal Pedras

Mensagem do Prior lida no fim da Missa das 22h  de Domingo, 30 de Agosto

Scroll to Top